Existe uma preguiça que não se mede em horas de sono, mas em suspiros demorados. Uma fadiga que não está nos músculos, mas no coração. Chamamos, por falta de nome mais exato, de preguiça de viver. Ela não é desistência — é apenas o desejo de que, por um instante, a vida cuidasse de si mesma, que as contas se pagassem sozinhas, que as dores se curassem no silêncio da noite, que os problemas se dissolvessem como neve ao sol. Essa preguiça chega em fases, como as estações da alma. No inverno, ela pesa mais. Читать дальше...