A região considerada um dos maiores corredores do crime organizado no país não se estruturou por falta de polícia, mas por excesso de vazios. No Pantanal sul-mato-grossense, onde aeronaves voam baixo e escapam do radar, mais de 200 aeródromos, muitos clandestinos, formam uma malha invisível que sustenta a logística aérea do tráfico. É ali, segundo pesquisadores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que se revela o coração de um fracasso mais profundo: a incapacidade do Estado brasileiro de governar sua própria fronteira. Читать дальше...