Há dias que não passam, apenas se arrastam. O relógio cumpre o seu dever, os ponteiros se movem, o sol troca de lugar no céu, mas por dentro nada muda. O minuto tem o peso de uma hora e a hora parece um mês inteiro comprimido dentro de um peito cansado. São dias em que a vida não flui; ela emperra. Tudo exige esforço: levantar, falar, responder, existir. Nesses dias, a esperança não falta apenas como ausência, mas como esquecimento. Não é que acreditemos que dias melhores não virão; é que simplesmente não conseguimos imaginá-los. Читать дальше...