A
crescente defesa de taxas turísticas rotuladas como "instrumentos de
sustentabilidade" merece um debate mais honesto e menos superficial. Em nome de um
discurso ambientalmente correto, vem-se naturalizando uma política que, na prática, restringe o direito de viajar, penaliza determinados perfis de visitantes e transfere responsabilidades históricas do poder público para o turista -como se o simples ato de visitar fosse, por si só, um problema a ser contido. O resultado é a simplificação de um debate complexo e a adoção de soluções fáceis para desafios estruturais.
Leia mais (12/19/2025 - 22h00)