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Deserdada ao casar com quilombola, dona Ziláh vira memória viva do quilombo

Ela deixou os pais e irmãos para se casar com um quilombola, foi deserdada e, décadas depois, tornou-se matriarca e referência na comunidade remanescente de quilombo Família Cardoso, conhecida como Negros do Largo da Baía, na área rural de Nioaque, a 184 km de Campo Grande. Há cerca de 70 anos, dona Ziláh Marcondes, hoje com 89 anos, frequenta o local onde vivem parentes do marido já falecido.  Embora sempre tenha morado em área vizinha, sua vida seguiu integrada à comunidade.  O quilombo Família Cardoso teve origem a partir de dois núcleos familiares, Cardoso e Romano, que se uniram ao longo do tempo por laços de parentesco e convivência. Entre os integrantes mais antigos deste grupo, dona Ziláh é hoje a única representante viva da sua faixa etária.  Filha de fazendeiros descendentes de italianos, cresceu em uma família com boas condições financeiras e começou a trabalhar cedo na roça, ao lado dos pais. Aos 20 anos, conheceu Vital Cardoso na fazenda da família, em Nioaque, onde ele trabalhava furando poços. A decisão de deixar a casa dos pais para viver um casamento inter-racial marcou sua trajetória. À época, a união significou o rompimento com a família de origem e a perda da herança. “Fui embora com ele de cavalo”, afirma Dona Ziláh.  Vital Cardoso era filho de Manoel Juvêncio Cardoso e Maria das Dores Cardoso, um dos casais fundadores do quilombo. Mesmo sem residir dentro do território, dona Ziláh manteve laços constantes com a comunidade, participando das atividades, das festas e da convivência com os parentes do marido. “Hoje é gratificante ver ela como uma das representantes quilombolas”, afirma a neta Ana Paula Cardoso.  Dona Ziláh teve oito filhos, três deles já falecidos. A família se espalhou pelo entorno e hoje são 24 netos, 23 bisnetos e quatro tataranetos, a maioria vivendo próxima, quase “porta a porta”, ressalta.  Lavoura - A matriarca afirma que, após o casamento, foi trabalhar na roça para sustentar a família, período em que morou de favor em terras de patrões até receber como doação a chácara onde vive até hoje, ao lado do quilombo. “Trabalhei na roça desde pequena com meus pais e depois para dar de comer aos meus filhos”, relata. A pequena chácara hoje foi dividida em lotes e abriga toda a família.  O trabalho pesado na lavoura marcou sua juventude. Produzindo farinha e polvilho, fazia malabarismos para conciliar a roça com os cuidados dos filhos. “Os pequenos ficavam tudo na rede e eu saía para a roça com os maiores. Ou fazia um buraco no chão e botava eles no meio,” conta. “Plantava milho, plantava rama, arroz. Hoje, a minha vida mudou. Graças a Deus, eu estou bem. Estou na minha casa e moro só com um filho”, diz.  Despedida -  A fase mais difícil veio com a morte do marido. Vital ficou doente, com tuberculose, e morreu em casa, aos 53 anos. “Ele morreu nas minhas mãos e nas mãos da minha filha Aparecida”, lembra. A partir daí, criou sozinha os oito filhos.  As condições eram precárias. A família morava em casa de barro, que se desfazia nos dias de chuva. “Quando chovia, escorria barro da parede. As crianças choravam de frio, pedindo comida”, lamenta.  Rotina - Mesmo com o passar do tempo, dona Ziláh mantém o ritmo que a acompanha há décadas. Acorda às 4h da manhã, acende o fogão de lenha e prepara o café na chaleira. À noite, preserva o ritual simples que nunca mudou. “O negócio dela é tomar um leitinho de noite, ela é toda natural. Um bolinho, um pãozinho com leite e vai dormir”, relata neta Ana Paula ao ressaltar que os jovens comem comidas pesadas.  Da infância ela guarda boas lembranças e compara o passado com o comportamento das crianças atuais. “Naquele tempo, a gente brincava. Hoje as crianças só querem saber de celular”, comenta.  Hoje, aposentada, viúva e com os filhos criados, ela recebe conselhos da família para desacelerar: “Ela trabalha 24 horas. A gente fala ‘para, vó’. Ela não para,” resume Ana Paula. “Eu vou parar”, rebate dona Ziláh. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais . 

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