O dólar fechou em alta de 0,99% nesta segunda-feira (22), cotado a R$ 5,58, influenciado por remessas de fim de ano e incertezas políticas, em sessão realizada na B3, em São Paulo (SP). A cotação marcou o maior valor desde 30 de julho, quando a moeda encerrou a R$ 5,59. No mesmo dia, o Ibovespa caiu 0,21% e fechou aos 158.142 pontos. O movimento refletiu a saída de recursos enviada por empresas às matrizes no exterior, o que pressionou o real neste período do ano. A semana encurtada pelos feriados de Natal reduziu a liquidez do mercado financeiro. A B3 não funciona nos dias 24 e 25, o que limitou o volume de negociações. Os investidores acompanharam ainda dados econômicos divulgados ao longo do dia. O boletim Focus apontou nova redução nas projeções de inflação para 2025 e 2026. O relatório indicou queda da expectativa de inflação para 4,33% em 2025 e 4,06% em 2026. O Banco Central divulgou a pesquisa Firmus, que mostrou maior otimismo das empresas em relação à economia. O levantamento indicou queda nas expectativas de inflação e previsão de valorização do real frente ao dólar. As empresas estimaram crescimento de 2,10% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e de 1,80% em 2026. No mercado de ações, o Ibovespa recuou mesmo com altas de papéis relevantes. As ações da Vale subiram 2,92% após anúncio de aquisição de um complexo eólico. Os papéis da Petrobras avançaram 0,49%, impulsionados pela valorização do petróleo no mercado internacional.