Após “herdar” uma casa com quase 50 animais em situação precária, na Rua Dib Jorge Abussafi, no Bairro Aero Rancho, a Subea (Superintendência do Bem-Estar Animal), ligada à prefeitura da Capital, mantém hoje 18 cães à espera de adoção. Os animais haviam sido recolhidos pela antiga moradora, de 69 anos, que os deixou no imóvel após ser interditada judicialmente a pedido dos filhos. A casa é alvo de reclamações constantes dos vizinhos. O titular da Subea, Edvaldo dos Santos, afirma que a superintendência assumiu o imóvel no dia 4 de dezembro, após sucessivas reclamações e depois da interdição judicial. Na época, foram encontrados cerca de 50 animais, entre cães e gatos. Alguns estavam em gaiolas, sem alimentação adequada, em ambiente sujo e com grande quantidade de lixo acumulado. Santos diz que a antiga moradora não será responsabilizada por não ter condições psicológicas. Segundo ele, há indicativos de que ela sofre de transtorno de acumulação. A Subea optou por deixar os animais na casa, até por conta da falta de espaço em outros abrigos. A equipe fez a limpeza da casa, retirando cinco caminhões de lixo, além de realizar manutenção no local três vezes por semana. Todos os animais foram castrados, chipados e vacinados e passaram por teste de leishmaniose, com resultado negativo. Na semana do dia 20 de dezembro, a fiação da casa teria sido alvo de furto, e quem passou pelo local deixou as portas abertas. Com isso, os animais se misturaram e dez gatos acabaram mortos pelos cães. O cheiro logo começou a incomodar os vizinhos. A dona de casa Maria Antônia Martinez, de 59 anos, mora na rua de trás e diz que o mau cheiro começou há cerca de um mês. “Fora as brigas entre eles, é muito barulho, atrapalha o sono”, afirma, acrescentando que os problemas começaram em 2019. Outra vizinha, a auxiliar administrativa Nathany Ramirez, de 26 anos, reclama do mau cheiro, das moscas e do barulho provocado pelas brigas entre os animais. “Dia 5 foi aniversário da minha mãe. Ela chamou uma amiga que não aguentou e foi embora. Chega a dar ânsia de vômito”, relatou. A equipe da Subea recolheu os gatos mortos e, atualmente, a casa abriga 18 cães, de médio e grande porte. Apenas uma pitbull fica isolada: apesar de ser mansa com as pessoas, sempre entra em atrito com os outros cachorros. Hoje foi realizada a faxina regular do local, feita às segundas, quartas e sextas-feiras. Os felinos que sobreviveram ao ataque já foram doados e, agora, a superintendência procura quem queira os cachorros. Quem quiser adotar pode entrar em contato com a Subea para agendar horário, conhecer o animal e preencher o termo legal de adoção pelo telefone (67) 2020-1397, por ligação ou WhatsApp.