Sobe para 192 número de mortos em protestos no Irã
O número de mortos nos protestos generalizados, que tomaram as ruas do Irã há quase duas semanas subiu para 192 neste domingo,11. Essa informação é da Iran Human Rights, ONG que monitora a situação no país.
Segundo essa ONG, com sede na Noruega o número real de mortos pode ser muito maior. Pois, devido um corte de internet, que dura dias, dificulta a verificação, segundo a organização.
O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou neste domingo que “o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”. O que comprova as denúncias de violência policial feitas por manifestantes, nos protestos contra o governo do aiatolá Ali Khamenei.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu neste domingo que a população iraniana mantenha distância do que chamou de “terroristas e badernistas” e tentou buscar uma via de diálogo com os manifestantes. Ao mesmo tempo, Pezeshkian acusou os Estados Unidos e Israel de “semear caos e desordem” no país.
Crise no Irã: maior onda de protestos desde 2009
A Guarda Revolucionária do Irã, que defende o regime Khamenei disse em meio aos protestos que proteger a segurança nacional é um ponto inegociável.
O governo iraniano ameaçou retaliar contra Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio caso o país seja alvo de um bombardeio norte-americano. Esse depoimento dado neste domingo, 11, aconteceu após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar intervir na crise.
A mídia norte-americana afirmou que Trump está pensando o que fazer em relação ao país do Oriente Médio: segundo o “The New York Times”, por exemplo, ele foi informado por membros de seu governo sobre opções disponíveis para um ataque militar.
Desde o início dos protestos generalizados contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã, nos últimos dias de 2025, o movimento se expandiu em escala e violência.
O regime iraniano acusa EUA de incitar os protestos
O Irã não enfrentava um movimento dessa magnitude desde os protestos de 2022, após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino.
Segundo um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, as acusações de que os EUA tenham iniciado os protestos são “delirantes”. Disse ainda que essas acusações refletem uma tentativa de desviar a atenção dos desafios internos do regime iraniano.
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