Há quatro anos, Daniel Pedroso da Rosa, de 51 anos, começou a cortar grama aos fins de semana, como um bico para complementar a renda. De lá para cá, ele viu aumentar os pedidos de moradores de várias regiões de Campo Grande para acabar com o mato alto dos canteiros da Capital. Ele afirma que os contratos para limpeza de áreas particulares ainda são maioria, mas sempre tem canteiros como as Avenidas Calógeras e Mato Grosso em seus serviços. O último serviço foi na Avenida Panamericana, no Bairro Jardim Futurista, região norte de Campo Grande, na manhã deste domingo (25). É a segunda vez que ele corta a grama do canteiro. Apesar de aumentar a renda, Daniel acredita que o serviço não deveria ser feito por ele. "Não é certo. Já pagamos impostos. Ainda pagar para limpar canteiro eu acho um absurdo", disse. O serviço de hoje foi contratado por um empresário que não quis se identificar. Ele afirma que cansou de a grama crescer e o mato alto tomar conta do canteiro. Segundo ele, a situação atrapalha o comércio. "Com o mato alto, quem está passando de carro não vê a fachada, faço manutenção para dar visibilidade", conta. Para garantir a limpeza, ele contrata um profissional pelo menos duas vezes ao ano, e cada serviço custa cerca de R$ 300,00. A rotina começou há cerca de três anos, quando notou que o problema começou a se agravar. O empresário ainda aponta que não é o único. Na região do Jardim Futurista, o dono de um supermercado também adotou a estratégia para garantir a limpeza do comércio. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura sobre o andamento dos serviços de limpeza na Capital. O espaço segue aberto. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .