Na prática, eu não tenho um
problema com bebida: quando não quero não bebo. Mas desde muito jovem, não fico na segunda tacinha ou em um chopinho. Venho de uma cidade do interior em que diversão, por muito tempo, se resumiu a sair e beber -porque era o que havia. Uma cultura espalhada pelo país e, nas últimas décadas, assimilada também pelo público feminino, com um empurrão generoso da publicidade: bebida como pertencimento, como descanso, como merecimento. Sempre acho que "mereço". Estou cansada, bebo. Estou feliz, bebo. Estou triste, bebo. Está quente ?só uma cervejinha. Está frio ?uma tacinha de vinho.
Leia mais (01/30/2026 - 15h00)