Presidente da Câmara de Rio Verde é preso na 4ª fase da Operação Regra Três
O presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes (PRD), foi preso na madrugada desta quinta-feira, 5, durante a quarta fase da Operação Regra Três, deflagrada pelo Gaeco do Ministério Público de Goiás (MPGO). Outras três pessoas também foram presas, entre elas dois advogados.
A operação ocorreu simultaneamente em Rio Verde, Santa Helena de Goiás e Iporá. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão. Três dos alvos são ligados ao Legislativo municipal de Rio Verde.
Os investigados são suspeitos de envolvimento em irregularidades relacionadas à empresa Delta Proto, ligada ao delegado Dannilo Proto e à esposa dele, Karen Proto, ambos já presos e denunciados em fases anteriores da operação.
Segundo o MPGO, esta etapa apura fraudes em procedimento de inexigibilidade de licitação para a contratação de uma instituição de ensino responsável por um concurso público da Câmara de Rio Verde, posteriormente cancelado. O objetivo seria obter vantagem indevida por meio das taxas de inscrição pagas pelos candidatos.
As investigações apontam ainda a produção de documentos para simular legalidade ao processo de contratação, com indícios de orientação de advogados contratados pelo Legislativo, que estariam em possível conflito de interesses por também representarem a empresa beneficiada.
Também é apurada a contratação de outros serviços pelo instituto ligado ao casal, como limpeza e internet, supostamente por meio de CNPJs utilizados para simular concorrência, além de indícios de superfaturamento. Parte desses contratos teria sido usada para viabilizar ressarcimentos a candidatos inscritos no concurso.
O contrato do certame foi suspenso e posteriormente anulado por decisões do Tribunal de Contas dos Municípios e do Poder Judiciário, após atuação do Ministério Público.
Em fase anterior da Operação Regra Três, a Justiça determinou buscas na residência de Idelson Mendes e o bloqueio de R$ 415,4 mil em bens. O vereador é apontado como integrante do núcleo de agentes públicos do esquema investigado, que teria causado prejuízos em mais de 40 licitações no município.
As prisões preventivas foram decretadas para garantia da ordem pública, preservação da instrução criminal e interrupção das atividades do grupo, conforme decisão judicial. O MPGO informou que os nomes de todos os alvos não foram oficialmente divulgados e que as investigações seguem em andamento. O espaço permanece aberto para manifestação das defesas.
O Jornal Opção tentou contato com a Câmara Municipal de Rio Verde, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.
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