Localizada no Centro de Terenos, a 31 km de Campo Grande, a empresa Marsoft é um dos alvos de operação contra esquema de corrupção. No local, na Rua Doutor Ari Coelho, o proprietário Rogério Luis Ribeiro acompanha o trabalho de investigação. “Na verdade, eu ainda não sei do que se trata. Não foi passado para a gente. Recebi a intimação e, como de praxe, tem que obedecer a ordem oficial. Tem que cooperar, não adianta querer ficar bravo. Quem trabalha com órgão público está sujeito a isso. Infelizmente, é assim que funciona”, afirma o empresário. Ele disse ter contrato com prefeituras, mas não revelou quais. Rogério afirma prestar serviços de construção, impressão, manutenção de computadores. “Não fui informada qual área é investigada. Estou no escuro por conta do sigilo”. O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) deflagraram ofensiva nesta terça-feira (dia 10). O empresário foi o único alvo da cidade. O prédio tem loja de roupa, uma placa de escritório de advocacia, banner da Marsoft Energy, empresa de energia solar (mas que também atua com informática, construções e serviços), além de ser o endereço de construtora RS, da esposa de Rogério. Ao Campo Grande News , Stenia Silva disse que a operação foi à residência do casal, mas que a construtora não é investigada. Segundo ela, a operação remonta ao período em que eles tinham gráfica e imprimiam documentação de licitação. A operação investiga esquema de corrupção com foco nos municípios de Rio Negro e Corguinho, valendo-se da participação de servidores públicos locais e de diversas empresas para a execução dos esquemas ilícitos. Conforme apurado pela reportagem, também há mandado de busca em Aquidauana. Coleção de operações - Com 18.182 habitantes, o município vizinho à Capital se tornou um “celeiro” de operações, com cinco ações nos últimos dois anos. Em 21 de janeiro de 2026, na Collusion e Simulatum, o Gaeco investigou organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, em especial fraudes às licitações e contratos públicos, bem como crimes correlatos ligados a materiais e serviços gráficos firmados com o município de Terenos e com a Câmara Municipal da cidade. No ano passado, o prefeito Henrique Budke (PSDB) foi alvo de investigação e se afastou do comando do Poder Executivo. A operação Spotless mostrou que o patrimônio de Budke passou de R$ 776 mil para R$ 2,46 milhões, aumento incompatível com sua renda oficial. Em 2024, a Velatus investigou fraudes milionárias no município. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .