O dólar comercial fechou em queda de 0,18% nesta quarta-feira (11), cotado a R$ 5,18, no menor nível desde maio de 2024, com forte entrada de capital estrangeiro no Brasil. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 2,03%, encerrou aos 189.699 pontos e renovou o recorde de fechamento após superar os 190 mil pontos durante o pregão. Papéis de exportadoras sustentaram a alta do índice. As ações da Petrobras e da Vale avançaram mais de 3% na sessão. A TIM informou lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre de 2025, alta de 28% sobre o mesmo período de 2024 e acima das estimativas. Nos Estados Unidos, o relatório de emprego apontou a criação de 130 mil vagas em janeiro, acima das 70 mil previstas. A taxa de desemprego caiu para 4,3%, e os salários subiram 0,41% no mês e 3,71% em 12 meses. Os dados indicam economia aquecida e podem adiar cortes de juros pelo Fed (Federal Reserve). Mesmo com a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos EUA, investidores priorizaram a força da atividade econômica. O cenário reforçou o apetite por risco e favoreceu moedas e bolsas de países emergentes. No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o ambiente de incertezas exige cautela antes de reduzir a taxa básica, hoje em 15% ao ano. O mercado projeta início dos cortes em março. Na semana, o dólar acumula queda de 0,64%. No mês, recua 1,16% e, no ano, 5,50%. O Ibovespa sobe 3,69% na semana, 4,60% no mês e 17,73% em 2026.