A Prefeitura de Campo Grande indicou nesta sexta-feira (20) quatro servidores para participar da auditoria especial que irá analisar o uso de recursos públicos pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande. A equipe municipal se junta aos representantes do Governo do Estado na força-tarefa criada para fazer um pente-fino nas contas do hospital. Foram designados como titulares o auditor de Controle Interno Gilberto Antônio de Aquino Gonçalves e a auditora municipal de Saúde Mirela Gardenal. Como suplentes, foram indicadas a auditora de Controle Interno Janeth Aparecida Lins Queiroz e a auditora municipal de Saúde Carolina Vieira Mello Nantes. A medida cumpre previsão contida na resolução conjunta publicada pelo governo estadual na quarta-feira (18), que instituiu oficialmente a auditoria especial. O procedimento foi uma das condições estabelecidas no acordo firmado no fim de dezembro, mediado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), para viabilizar um aporte emergencial de R$ 54 milhões à Santa Casa, que à época alegava risco de paralisação por falta de pagamento a médicos e funcionários. Pelo termo firmado, os recursos extras deveriam ser utilizados exclusivamente para pagamento de médicos contratados como pessoa jurídica e para o 13º salário, mantidos em conta específica para garantir rastreabilidade e evitar desvio de finalidade. A auditoria irá analisar a aplicação desses valores, verificar a conformidade das despesas com as normas de contabilidade pública e privada, avaliar o modelo de gestão e a estrutura organizacional do hospital, além de examinar contratos de terceirização e o cumprimento das metas de atendimento pactuadas. A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade da auditora-geral do Estado, Patrícia Helena Salamene, e da auditora de serviços de saúde Janaina Trevisan Andreotti. Ao todo, 11 servidores da Controladoria-Geral do Estado e da Secretaria Estadual de Saúde foram designados para a força-tarefa, que agora passa a contar também com representantes do Município. O resultado poderá indicar se a crise financeira enfrentada pela Santa Casa decorre apenas de insuficiência de recursos ou se há falhas estruturais de gestão que precisem ser corrigidas para evitar novo colapso na unidade hospitalar.