Estônia estuda reabrir embaixada no Brasil e ampliar cooperação tecnológica
A Estônia estuda reabrir sua embaixada no Brasil como parte de uma estratégia para ampliar a cooperação internacional, especialmente na área de tecnologia. A possibilidade foi mencionada pelo ex-presidente estoniano entre 2006 e 2016, Toomas Hendrik Ilves, durante participação no evento Convergência 2026, realizado em Goiânia. Segundo ele, o país retomou recentemente sua presença diplomática no Brasil após anos de restrições orçamentárias que levaram ao fechamento da representação.
Durante entrevista exclusiva ao Jornal Opção, Ilves afirmou que a Estônia voltou a reforçar seus vínculos institucionais com o Brasil e já restabeleceu contatos diplomáticos.
“Tínhamos uma embaixada aqui, mas veio a crise financeira e ficamos muito pobres. Tivemos de fechar algumas embaixadas que estavam muito distantes. Agora estamos de volta”, afirmou.
Representantes já estão atuando
Segundo o ex-presidente, representantes diplomáticos estonianos já voltaram a atuar no país e a retomada da presença institucional deve facilitar novas parcerias.
“Nesta semana ou na semana passada já nos reunimos com a encarregada de negócios. Ela tem todos os contatos necessários e estamos retomando esse relacionamento”, disse.
A embaixada da Estônia em Brasília foi inaugurada em 2014, sendo a primeira missão diplomática permanente do país na América Latina. A abertura da representação ocorreu no contexto da ampliação da presença internacional da Estônia e do fortalecimento das relações com países emergentes.
Entretanto, em 2016 o governo estoniano decidiu encerrar algumas missões diplomáticas como parte de uma reestruturação do serviço exterior. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro de 2017 e levou ao fechamento da embaixada no Brasil, em meio a restrições orçamentárias e à necessidade de concentrar recursos em outras regiões consideradas prioritárias para a política externa do país.
Mesmo após o encerramento da missão diplomática, as relações bilaterais continuaram por meio de embaixadores não residentes e de cônsules honorários em cidades brasileiras.
Segundo Ilves, o principal interesse atual da Estônia na relação com o Brasil está ligado à cooperação tecnológica e à transformação digital do setor público — área em que o país báltico se tornou referência internacional.
“O principal interesse da Estônia no Brasil é a cooperação tecnológica. Já existem pesquisadores brasileiros trabalhando com estonianos e europeus em estudos sobre inteligência artificial e transformação digital”, afirmou.
Para o ex-presidente, a retomada de uma presença diplomática permanente pode facilitar a troca de conhecimento entre os países e ampliar parcerias em setores estratégicos da economia digital.
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