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Placar do feminicídio volta ao zero em 2026, com desafio de reduzir tragédias

O “não” foi o estopim para que 39 mulheres fossem assassinadas em Mato Grosso do Sul em 2025, 3 por mês, ou média de uma a cada 10 dias. Como nem as piores tragédias mudaram as estatísticas, 2026 deve continuar como sentença de morte, só não se sabe quantas serão as vítimas e onde elas estão agora. Em todos os casos do ano passado, os algozes eram ex-namorados ou ex-maridos, contrariados com o término da relação; filhos ou genros, em atrito com a vítima. Todos eram pessoas próximas, conviveram por anos com elas, mas isso não os impediu de atirar, esfaquear ou estrangular. Desde 2015, o Estado contabiliza 352 feminicídios, sendo 81 somente em Campo Grande. O primeiro ano da série teve 17 mortes. O pior até agora foi 2022, com 44 vítimas, seguido de 2020, com 40 casos. Abaixo, o  Campo Grande News reuniu depoimentos e trechos de reportagens feitas ao longo do ano ou tomados especialmente para essa retrospectiva. Uma forma de lembrar que o feminicídio não começa no dia do crime, mas muito antes, no desrespeito cotidiano, nas ameaças ignoradas e nas denúncias que não geraram proteção. Reunir essas histórias não devolve vidas, mas tenta impedir o esquecimento, a injustiça e a perpetuação da cultura da violência contra mulher.   1 – Karina Corim, 29 anos, em Caarapó “Minha filha também pediu ajuda um dia antes do crime, na sexta-feira, ela foi à delegacia, mas no sábado ainda não tinha saído a medida protetiva. Depois, ninguém nos procurou, nem sequer para prestar condolências". ( Maria Rita Corim , mãe de Karina, em entrevista dada em fevereiro, reclama do atendimento policial e da falta de apoio institucional, em Caarapó.  2 - Vanessa Ricarte, 42 anos, em Campo Grande " Vanessa  era ser de muita luz, filha dedicada, irmã parceira, tia divertida. Se destacava pelo seu jeito extrovertido, risada contagiante e um grande senso de humor. Uma pessoa com personalidade marcante, gênio forte, mas com um coração extremamente generoso e bondoso. Ficaram boas recordações de uma pessoa que buscou viver a vida intensamente". (Walker Ricarte, irmão de Vanessa) 3 - Juliana Domingues, 28 anos, em Dourados "Minha sobrinha, filha do meu irmão. Evangélica, gente boa, ela nasceu e cresceu aqui. Sempre foi da igreja, fazia oração na casa das pessoas. Essa era a vivência dela, uma pessoa tranquila, sempre queria ajudar as pessoas. Deixou 3 filhos, choram muito com saudade da mãe". (Valdemir Cáceres, tio de Juliana e liderança na Aldeia Tekoha Nhu Porã) 4 - Mirieli Santos, 26 anos, em Água Clara "Para nossa família, ela era nossa alegria, nosso brilho. Onde Mirieli  estava não tinha tempo ruim e nem tristeza. Uma mulher de garra, força , coragem e determinação. Disposta a ajudar os outros, para o que desse e viesse, uma pessoa que jamais será esquecida e amada por toda família. Nós não conseguimos aceitar a perda". (Marina Francisca Silva, a "tia louca" de Mirieli, como a jovem carinhosamente a chamava). 5 - Emiliana Mendes, 65 anos, em Juti “Foi o primeiro ato que chegou ao nosso conhecimento, infelizmente, já em situação de morte. Por isso é importante que as mulheres, já no primeiro sinal de violência, procurem a delegacia , ainda que seja considerada uma pequena ameaça". (Leandro de Lira, delegado de Juti). 6- Giseli Cristina Oliskowiski, 40 anos, em Campo Grande " Minha filha era mulher linda , fazia faculdade de Enfermagem, mas foi levada ao vício depois de anorexia e uso de remédios para controlar o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Ela era muito querida, tinha um coração muito grande. Podia ter todos os defeitos, mas era uma pessoa maravilhosa". (Maria Cristina dos Santos Camargo, mãe de Giseli) 7 - Alessandra da Silva Arruda, 30 anos, em Nioaque “Não é fácil para quem é pai. Quem tem o direito de tirar a vida é só Deus; ser humano nenhum pode fazer isso. Meu jeito é meio durão, mas, por dentro, como pai, não é fácil (...) Perdi meu pai, minha mãe, minha irmã, minha neta, minha mulher, e agora mais essa perda. É uma dor imensa, e vamos ter que passar por mais esse sofrimento". ( Alex Sandro , pai de Alessandra) 8 - Ivone Barbosa da Costa Nantes, 40 anos, em Sidrolândia "Mesmo com todos os elementos constantes do Fonar (Formulário Nacional de Avaliação de Risco) - temor da vítima em relação ao acusado , duas violações anteriores de medidas protetivas, vício do autor em álcool e drogas e resistência contra a guarnição -, a delegada plantonista vislumbrou razões para pedir nova medida protetiva, mas não para manter o autor preso”. (Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos, promotor de Justiça) 9 - Thácia Paula Ramos, 39 anos, em Cassilândia "Qual a lembrança que eu tenho de você, filha? Todas. Principalmente nos últimos anos, em que a gente trabalhou juntas, eu como diretora e você como monitora da sala das crianças. Minha amiga do café da manhã, do almoço, minha companheira. Lembro a última vez que te vi, você saiu e falou 'bênção, mãe' e eu te abençoei. É com gratidão que eu louvo a Deus por ter tido uma filha  como você foi para mim". (Fátima Aparecida Santos, em depoimento feito às vésperas do Natal). 10 - Simone da Silva, 35 anos, em Itaquiraí “Quando a gente chegou na casa, a cidade toda já sabia. A imagem se espalhou ”. (Professora de 38 anos, cunhada da Simone, fala das fotos divulgadas pelo feminicida, primo da vítima, por WhatsApp). “Não tem mais família. Agora é cada um para o seu lado” 11 - Olizandra Vera Cano, 26 anos, em Coronel Sapucaia " (...) o capitão da aldeia foi quem acionou a Polícia Militar. Que ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima caída no quintal da residência, já sem vida, com um profundo corte na região do pescoço. A equipe encontrou faca suja de sangue, supostamente usada no crime, próxima ao corpo". (Trecho do boletim de ocorrência sobre a morte da indígena, ocorrida na aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia). 12 - Graciane de Sousa Silva, 40 anos, em Angélica " Ela ligava todos os dias , mandava foto. De repente, parou. Quando conseguimos falar com ela, estava desesperada, disse que ia morrer, que ele ia matar ela. Graciane foi tirada da nossa família com a promessa de uma vida melhor. Ele não só não deu isso, como tirou a vida dela. A dor é imensurável. Esperamos que a Justiça seja feita” (Julia*, prima da vitima) 13 e 14 - Vanessa Eugênio Medeiros, 23 anos, Sophie Eugênia, 10 meses, em Campo Grande "Faltava dois meses para o aniversário da Sophie. Estávamos planejando uma festa com o tema Branca de Neve. A Vanessa ia usar meu vestido de casamento, para combinar com a roupinha da neném. Estava tudo encaminhado (...) Eu dizia pra ela: ‘Se acontecer qualquer coisa, me avisa. Mando dinheiro, você pega um ônibus e vem. Aqui você e a Sophie vão estar seguras. Ficam comigo, com meu filho. Vocês duas iam brincar juntas’. A gente sempre tentou mostrar que ela tinha apoio". (Wesla Kenia, irmã de Vanessa) 15 - Eliana Guanes, 59 anos, em Corumbá “Minha mãe era meu xodó e eu era o xodó dela (...) “Meu irmão faleceu há três anos por causa natural. Era só eu e minha mãe, único laço de sangue que me restava. Agora que ela se foi, eu não tenho praticamente ninguém” (Rafael*, que temia pela  segurança da mãe no trabalho em fazenda). 16 - Doralice da Silva, 42 anos, em Maracaju “Esse crime bárbaro fere não apenas a vida de uma mulher, mas também toda a nossa sociedade. A violência contra a mulher é inaceitável e precisa ser combatida com firmeza, compromisso e ações contínuas”. (Nota da prefeitura de Maracaju sobre a morte) 17 - Rose Antônia de Paula, 40 anos, em Costa Rica "(...) amigas da mulher sentiram falta dela durante o café da manhã que costumavam tomar juntas em um restaurante perto da residência (...) Elas então ligaram para Rose, mas as chamadas não foram atendidas. Com isso, as mulheres decidiram ir até a quitinete e encontraram o rastro de sangue escorrendo por baixo da porta". 18 - Michelly Rios Midon Oruê, 47 anos, em Glória de Dourados " Ela era alegre , sempre fazia tudo por nós, cuidava da família, sempre lutou pela família. Uma irmã abençoada. Aqui em Sidrolândia era muito querida, não tinha tempo ruim, sempre estava pronta a ajudar todo mundo" (Adriana, irmã de Michelly) 19 - Juliete Vieira, 35 anos, em Naviraí "Na frente da residência, os policiais encontraram o autor sentado no chão , em estado de choque. Dentro da casa, também estava um idoso de 62 anos, com diversos ferimentos no rosto, nariz, braços e mãos. Ele contou que foi agredido ao tentar separar a briga entre os irmãos. (...) os três estavam bebendo quando o autor e Juliete começaram a discutir. Durante as agressões, o homem pegou uma faca e golpeou a irmã no pescoço".  20 - Cinira de Brito, 44 anos, em Ribas do Rio Pardo "Cinira era natural de Presidente Venceslau (SP) e vivia há cerca de dois anos em Mato Grosso do Sul. De acordo com a polícia, ela e o autor viveram juntos por sete anos . Ela trabalhava como professora em escolas do município (...) o autor atraiu Cinira com uma mensagem falsa via WhatsApp, dizendo que estava em Campo Grande e que ela poderia ir até a casa buscar seus pertences". 21 - Salvadora Pereira, 22 anos, em Corumbá "No imóvel, um único cômodo com três camas, estavam os três filhos do autor e os dois da vítima. As crianças estavam acordadas e assistiram à cena. Quando a Polícia Militar chegou, encontrou a vítima sozinha na cama de casal. O homem estava dormindo em uma das outras camas, com duas crianças ao lado. Ele foi acordado com a chegada dos policiais e preso em flagrante". 22 - Dahiana Ferreira Bobadilla, 24 anos, em Bela Vista "A última vez que vi minha filha foi no dia 5 de agosto, quando ela saiu de moto para comprar refrigerante para os irmãos. Depois, nem ela, nem a motociclceta apareceram. Ela manteve relação de oito anos com ele, sofreu e foi expulsa de casa. Se reconciliaram várias vezes e a última tinham terminado havia três semanas, era definitiva, me assegurou que não voltaria com ele, pois tinha medo".  (Rosa Selva Ferreira Bobadilla, mãe de Dahiana) 23 - Érica Regina Moreira Motta, 36 anos, em Bataguassu "Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada para ir ao local por volta das 19h. Ao chegarem, chamaram pelo autor, que não respondeu. Os militares então notaram vestígios de sangue no chão e decidiram entrar no imóvel. O corpo de Érica foi encontrado na sala com diversas perfurações".  24 - Dayane Garcia, 27 anos, em Nova Alvorada do Sul "Dayane foi atingida por disparos de arma de fogo no pescoço e na cabeça e chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros. Passou 77 dias internada e morreu em setembro. Antes, em fevereiro, o autor a ameaçou. 'Hoje acontece alguma coisa com você. Você vai ser mais uma vítima de feminicídio'".  25 - Iracema Rosa da Silva Santos, 75 anos, em Dois Irmãos do Buriti "O esposo de Iracema confirmou que o único desafeto da idosa era o genro , destacando que o autor era agressivo com a filha da vítima e que, na semana anterior ao crime, houve uma discussão em que ele teria feito ameaças à sogra (...) a idosa havia ameaçado acionar a polícia após descobrir que o genro agredia a própria filha". 26 – Gisele da Silva Saochine, 40 anos, em Campo Grande "(...) a investigação policial aponta que ela foi esfaqueada pelo companheiro antes de ser carbonizada. Os corpos foram encontrados na residência do casal, no Bairro Monte Castelo. (...) os caixões da vítima e do suspeito do feminicídio dividem a mesma sala no velório, que acontece na Avenida Bandeirantes. O caixão de Gisele está à direita e o de Anderson à esquerda. Bastante comovidas, cerca de 40 pessoas estavam no local. A família não quis dar entrevista"  27 – Ana Taniely Gonzaga de Lima, 24 anos, em Bela Vista "O caso foi registrado como homicídio simples naquele momento porque ainda não havia confirmação sobre o vínculo entre vítima e suspeito nem motivação de gênero. (...) Polícia Civil constatou que Ana havia rompido recentemente um relacionamento de cerca de seis meses com o investigado, que não aceitava o fim. Na véspera do crime, ele chegou a enviar mensagens para a mãe da jovem, pedindo que a convencesse a voltar". 28 – Erivelte Barbosa Lima de Souza, 48 anos, em Paranaíba "Segundo a delegada, já havia um histórico de violência e controle por parte do autor. ' Conversamos com a filha da vítima , que mora no interior de São Paulo, e ela relatou episódios anteriores de agressão, ameaças e destruição de objetos. Ele chegou a quebrar a televisão e o celular, além de escrever atrás de uma porta que iria matá-la', relatou Eva".  29 - Andreia Ferreira, 40 anos, em Bandeirantes "A filha adolescente da vítima estava em casa com o namorado quando os disparos ocorreram. O autor mandou que eles permanecessem no interior da casa e, ao saírem, encontraram Andrea caída e sangrando. Ela foi socorrida para o hospital municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu".  30 – Solene Aparecida Corrêa, 46 anos, em Três Lagoas "Segundo o relato, na data do crime, a autora chegou do trabalho, quando Solene pegou o celular e viu fotos da autora com outra mulher. A descoberta teria dado início à briga. Durante a discussão, Solene pegou uma faca e partiu para cima da companheira. A mulher disse que conseguiu segurar Solene pelo pescoço para contê-la e, ao soltá-la, percebeu que a vítima já estava sem vida ".  31 - Luana Cristina Ferreira Alves, 32 anos, em Campo Grande " A Luana era só amor ; eu costumava dizer que ela era uma menina grande. Sempre de bem com a vida, muito carinhosa com todos (...)  "Que agora ela possa ficar em paz, porque eu vou cuidar das crianças". Alda Gonçalves, mãe de Luana, que cuida dos netos de 2, 9, 10, 13 e 15 anos. 32 - Aline Silva, 26 anos, em Jardim “ Ela era maravilhosa , tranquila. Nós festejávamos bastante juntas (...). Ela era uma mulher especial, nunca mexia com ninguém”, relatou uma prima da vítima. "Ele vivia ameaçando ela por mensagem e estava rondando a casa dela há bastante tempo. Ela não queria mais nada com ele, largou dele para viver a vida dela e ele não aceitou”. 33 - Mara Aparecida do Nascimento Gonçalves, 43 anos, em Aparecida do Taboado "Ele vinha batendo nela direto (...) Batia, partia para cima dela porque queria dinheiro para usar drogas (...) A gente acudia, mas passavam uns três meses e ele voltava com as agressões de novo". Marcelo Mariano, irmão, falando sobre o filho de Mara, preso pelo crime. 34 e 35 - Rosimeire Vieira de Oliveira, 37 anos e Irailde Vieira, 83 anos, em Rochedo "No dia do crime, os dois netos que costumavam ficar com a avó não estavam em casa. “Só o de 14 anos, que tava parado com a mãe”, explicou a moradora. Mais tarde, ela viu o momento em que os corpos foram retirados. “ Foi muito triste ver três caixões saindo assim”, disse, emocionada". Além de mãe e filha, também foi morto o adolescente Bruno de Oliveira Gonçalves, 14 anos. 36 - Gabrielle Oliveira dos Santos, 25 anos, em Sonora "Gabrielle trabalhava em uma empresa de transbordo e, segundo o pai, era muito querida. “Era feliz, alegre, trabalhava, todo mundo gostava dela”. Ele tenta encontrar forças em meio ao luto. “Fácil não foi. A gente entrega na mão de Deus e pede força, mas não é fácil". Sobre o que espera agora, é direto: “Nada além da justiça. Só ela para resolver. Voltar ela não vai mais”. (Sérgio Souza Santos, pai de Gabrielle) 37 – Alliene Nunes Barbosa, 50 anos, em Dourados " O menino presenciou a mãe ser assassinada pelo ex-padrasto. Antes de fugir, o criminoso trancou o portão e deixou o garoto preso na casa, mas ele conseguiu fugir e pediu socorro ao vizinho. O homem chamou a Polícia Militar. Alliene tinha medida protetiva contra o homem, mas estava com endereço desatualizado no sistema de monitoramento". 38 - Ângela Nayhara Guimarães, 53 anos, em Campo Grande "Ângela é descrita pelos amigos como uma mulher trabalhadora e tranquila (...) No velório, ao Campo Grande News , a vendedora de 44 anos, que preferiu não se identificar, contou que a empresária era muito tranquila e muito trabalhadora. 'Ela ia cedo para o restaurante. Tinha muitos amigos. A gente nunca imagina que uma tragédia dessas vai acontecer. Estou sem acreditar', disse muito abalada". 39 - Aline Barreto da Silva 33 anos, em Ribas do Rio Pardo "Vestidos de preto, familiares, amigos, colegas de trabalho e moradores participaram da manifestação marcada por indignação , luto e cobrança por justiça (...) Nenhuma mulher deve ter sua história interrompida pela violência. Nenhuma mulher deve viver com medo. Nenhuma mulher deve ser silenciada (...) O feminicídio não é um caso isolado. Ele é resultado de uma cultura que ainda normaliza a violência, o controle e o desrespeito sobre os corpos e a vida das mulheres. Hoje transformamos dor em voz, luto em luta, memória em compromisso". Se você sofre ou presencia violência doméstica, denuncie. A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciosa.

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