Mais dois parlamentares da bancada federal de Mato Grosso do Sul se manifestaram sobre a invasão americana na Venezuela, que terminou com a prisão do presidente daquele país, Nicolás Maduro. Oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, senadora Tereza Cristina (PP) e deputado federal Luiz Ovando (PL) falaram que era o fim de regime autoritário. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) classificou o episódio como um possível marco para a queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro (PSUV), a quem chamou de ditador. Na avaliação dela, Maduro é acusado de narcoterrorismo e, ao longo dos anos, teria patrocinado atrocidades contra a população, levando o país à pobreza, ao êxodo em massa e à repressão violenta da oposição. Na mesma manifestação, a senadora criticou a política externa do governo brasileiro. Segundo ela, o Brasil teria perdido influência regional ao se aproximar de Maduro, inclusive após denúncias de fraude eleitoral envolvendo a oposição liderada por María Corina Machado e Edmundo González. Apesar do tom duro, Tereza Cristina afirmou desejar paz, respeito à soberania e disse que acompanhará os desdobramentos, defendendo que a democracia possa retornar à Venezuela. Já o deputado federal Luiz Ovando adotou uma abordagem mais institucional. Para ele, a invasão expõe o esgotamento de um regime militar que destruiu instituições, suprimiu liberdades e produziu miséria. Ovando defendeu a responsabilização dos culpados, mas ressaltou que isso deve ocorrer dentro da legalidade e acompanhada de um processo de reconstrução democrática. O deputado também apontou o papel do Brasil no cenário regional, afirmando que o país precisa agir com firmeza moral, sem compactuar com autoritarismos. A declaração evita endossar ações unilaterais, mas deixa claro o distanciamento em relação ao governo venezuelano.