Amma e Equatorial devem finalizar novo termo de cooperação para poda de árvores em fevereiro
A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e a Equatorial Goiás discutem um novo termo de cooperação para redefinir as regras da poda de árvores em Goiânia. Segundo a Amma, a expectativa é que o documento seja finalizado e assinado em fevereiro. A proposta é estabelecer critérios técnicos padronizados para as podas, além de reforçar os mecanismos de controle e fiscalização das intervenções.
O biólogo e analista ambiental da Amma, Leandro Georges, afirmou que o texto está na fase final de discussão e deve ser assinado no próximo mês. “Com o novo termo, a Equatorial terá que informar previamente os bairros onde irá atuar, para que a Prefeitura possa autorizar e fiscalizar. Após a execução, eles terão que enviar relatórios detalhando o que foi feito, para que possamos verificar se a poda ocorreu da forma correta”, destacou.
“O principal ponto do novo termo é a proibição da poda drástica e a exigência de que a poda seja feita de forma correta, para evitar a morte das árvores”, detalhou o especialista da Amma, em entrevista ao Jornal Opção. “Também haverá regras sobre o tempo para retirada dos galhos, para que o material não fique obstruindo o passeio público. O termo prevê obrigações claras e permite autuação, aplicação de multas e até apreensão de veículos, caso as regras não sejam cumpridas”, acrescentou.
Segundo Georges, a poda considerada drástica é aquela que retira mais de 30% da copa da árvore. Ele também cita que outro problema é a poda de desequilíbrio, quando se corta apenas um lado da copa, o que deixa a árvore instável. “A poda drástica impede a cicatrização correta, deixa feridas abertas, facilita a entrada de patógenos e pode levar a árvore à morte”, citou o biólogo.
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Enquanto o novo acordo não entra em vigor, a Amma informou ao Jornal Opção que o termo de cooperação anterior permanece válido e já determina que as podas sejam realizadas de forma técnica, sem comprometer a integridade e a saúde das árvores. Segundo o órgão, não há autorização irrestrita para intervenções na arborização urbana.
Em nota, a Equatorial confirmou que o termo de cooperação está em processo de revisão a pedido da própria Amma. Segundo a concessionária, o envio formal de relatórios técnicos foi suspenso justamente em razão da reavaliação do instrumento. Ainda assim, a empresa afirma manter toda a documentação técnica organizada, incluindo relatórios amostrais mensais que podem ser disponibilizados sempre que solicitados pelo órgão.
A distribuidora também sustenta que todas as intervenções seguem rigorosamente o manual de poda vigente. “Elaborado com base em critérios técnicos e ambientais e alinhado junto à Amma, com foco na segurança da população, na preservação ambiental e na melhoria contínua da qualidade e da confiabilidade do fornecimento de energia elétrica”, destacou o texto.
Por fim, a Equatorial destaca a importância da poda preventiva para evitar o contato da vegetação com a rede elétrica e impactos no fornecimento de energia. A distribuidora esclarece que a responsabilidade é do proprietário em áreas particulares e, em vias públicas, da prefeitura. Além de informar que atua por meio do chamado “livramento de rede”, com ocorrências registradas pelos canais oficiais de atendimento.
Poda de árvores
A solicitação de poda e corte de árvores em Goiânia segue regras distintas conforme a localização do exemplar e o tipo de intervenção necessária. Segundo Georges, há três situações principais: árvores localizadas no passeio público, em áreas públicas, como canteiros centrais, praças e parques, e em áreas internas, dentro de propriedades privadas.
“Quando o exemplar arbóreo encontra-se no passeio público, o contribuinte tem que abrir um processo, solicitar a vistoria técnica, o técnico faz a análise da árvore, elabora o parecer técnico e encaminha a execução. O processo é aberto no site da Prefeitura, na parte de processo eletrônico. Após o pagamento da taxa, o pedido chega para a gente, que faz a vistoria, o parecer e, posteriormente, encaminha à Comurg (Companhia de Urbanização de Goiânia) para realizar o serviço”, explicou o especialista da Amma.
Em propriedades privadas, a poda pode ser feita sem autorização ambiental, mas o corte de árvores nativas exige abertura de processo, seguindo as mesmas regras aplicadas ao passeio público. Já o corte de espécies exóticas só requer autorização quando houver mais de três exemplares desde que haja destinação adequada do material.
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