Mabel precisa conquistar confiança dos vereadores para ampliar emendas impositivas
Conforme levantamento do Jornal Opção, o aumento das emendas impositivas destinadas à Prefeitura de Goiânia no orçamento de 2026 é visível: o volume quase triplicou em relação ao ano passado, atingindo cerca de R$ 21,7 milhões. Mesmo assim, representa apenas 11% do total previsto, enquanto associações e entidades continuam concentrando quase 90% dos recursos parlamentares. Ou seja, o prefeito Sandro Mabel (UB) ainda precisa avançar na tarefa de mudar o comportamento dos vereadores.
Para reverter esse cenário e garantir que uma fatia maior das emendas impositivas seja direcionada ao Executivo municipal, é fundamental conquistar a confiança dos parlamentares. Mais do que simplesmente solicitar recursos, a Prefeitura precisa mostrar que investir no Paço Municipal é mais vantajoso do que destinar verbas a associações e entidades do terceiro setor.
Um ponto central é garantir o retorno rápido das emendas. Parte da resistência dos vereadores vem da percepção de lentidão ou até do não cumprimento de repasses passados. Ao entregar resultados concretos dentro dos prazos, a Prefeitura oferece aos parlamentares uma oportunidade de visibilidade política imediata e benefícios tangíveis para suas regiões.
Além disso, a gestão atual precisa trabalhar para mudar a imagem deixada pela administração passada. A memória da gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (SD) de atrasos e falta de execução ainda pesa na avaliação dos vereadores. A recente ideia de um “cardápio de prioridades” também é positiva, pois facilita a comunicação e demonstra claramente quais áreas precisam de investimento.
No caso, os secretários organizam uma lista com as prioridades e demandas de cada pasta e a apresentam aos vereadores. A partir dessas sugestões, os parlamentares podem escolher para quais áreas vão destinar suas emendas impositivas. A ideia é boa, pois facilita a destinação dos recursos e acelera a execução, como destacou a secretária de Governo, Sabrina Garcez.
O caminho certo é pelo convencimento, e não pela obrigatoriedade de destinar uma porcentagem das emendas à Prefeitura, como Mabel queria antes do Executivo e Legislativo aprovarem um pacote para regulamentar os repasses. A solução não é impor uma obrigação para destinação de recursos, mas mostrar que a administração municipal pode oferecer vantagens em relação ao terceiro setor.
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