Preso em Catalão, mecânico que quebrou relógio no 8 de janeiro tem pena reduzida em 2 meses após trabalho e leitura
O mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira, que foi condenado por destruir um relógio histórico no Palácio do Planalto durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, teve a pena reduzida em 66 dias por trabalho realizado no presídio, em Minas Gerais, e leitura de livros.
De acordo com informações de O Globo, Antônio, que foi preso em Catalão em junho do ano passado, teve os dias abatidos da pena de 17 anos de prisão após fazer serviços de faxina e manutenção no presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, e comprovar ter lido a obra ‘O Mulato’, de Aluísio Azevedo.
Ferreira participou dos ataques à Praça dos Três Poderes em janeiro de 2023 e foi filmado depredando um relógio que pertenceu a Dom João VI.
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Julgado, ele foi condenado a 17 anos de prisão. No entanto, após a prisão, chegou a ser solto por decisão do juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia (MG), que concedeu progressão ao regime semiaberto.
Na ocasião, o magistrado alegou que o réu havia cumprido o tempo necessário, não cometeu faltas graves e demonstrava boa conduta carcerária.
No entanto, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, argumentou que o juiz mineiro não tinha competência para autorizar a progressão de regime e que Ferreira ainda não havia cumprido o percentual mínimo exigido para crimes com violência ou grave ameaça.
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