Reviravolta no caso: perícia aponta que jovem de 19 anos não matou o pai em Goiânia
Uma reviravolta mudou completamente os rumos da investigação sobre a morte de Itamar Rodrigues Louredo, de 52 anos, ocorrida em 31 de dezembro, no bairro Anhanguera, em Goiânia. Inicialmente apontado como autor do crime, o filho da vítima, Victor Yan de Sousa Louredo, de 19 anos, foi liberado da prisão após a Polícia Civil constatar que ele não teve participação no homicídio.
A informação foi confirmada em entrevista ao Jornal Opção pelo advogado Arthur Paulino, que atua na defesa de Victor ao lado de Danilo Vasconcelos.
Perícia afastou a autoria do filho
Segundo Arthur Paulino, após a prisão em flagrante, a defesa realizou uma investigação defensiva e acompanhou de perto os desdobramentos da perícia preliminar. O laudo inicial foi decisivo para a mudança no entendimento da autoridade policial.
O delegado aguardou a perícia preliminar e, por ela, não tinha como ter sido o menino. A perícia identificou que o Victor não apresentava lesões, não tinha sangue no corpo, nem sinais compatíveis com quem tivesse cometido o crime
Com base nessas constatações técnicas, o delegado responsável pelo caso concluiu que Victor não foi o autor do homicídio, o que levou à revogação da prisão em flagrante e à imediata liberação do jovem.
Jovem está em liberdade e fora das suspeitas
Ainda de acordo com a defesa, a exclusão de Victor da autoria já é tratada como confirmada pela polícia, embora outros laudos ainda estejam em andamento.
“Pode confirmar que não foi ele. O Victor já está em liberdade justamente porque ficou claro que ele não participou da morte do pai”, reforçou Arthur Paulino.
Questionado sobre novas linhas de investigação, o advogado relatou que a Polícia Civil não detalhou os próximos passos, limitando-se a informar que exames complementares, como toxicológicos, foram solicitados.
Caso segue sob investigação
Itamar Rodrigues Louredo foi encontrado morto deitado sobre a cama, com ferimentos no pescoço. Inicialmente, o caso chegou a ser tratado como possível legítima defesa de terceiro, hipótese agora totalmente descartada em relação ao filho.
A Polícia Civil segue investigando o crime para esclarecer quem foi o autor e em quais circunstâncias ocorreu o homicídio.
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