5 livros tão ruins que parecem ter sido escritos pelo Paulo Coelho
Em meio ao boom editorial dos últimos anos, alguns livros conquistaram milhões de leitores, mas se tornaram alvo de críticas pela fragilidade literária. São obras que abusam de fórmulas prontas, personagens estereotipados e frases de efeito que tentam soar profundas, mas acabam lembrando os piores momentos da literatura de Paulo Coelho.
O mercado editorial contemporâneo tem privilegiado títulos que se transformam em fenômenos instantâneos, muitas vezes impulsionados por campanhas agressivas de marketing e pela força das redes sociais. Essa estratégia garante visibilidade e vendas expressivas, mas não necessariamente qualidade narrativa.
Além disso, esses livros exploram o apelo emocional fácil, recorrendo a traumas, paixões tóxicas ou mistérios superficiais como gatilhos para prender o leitor. O drama é usado como espetáculo, sem oferecer consistência psicológica ou evolução real dos personagens.
Por fim, a repetição de fórmulas comerciais, triângulos amorosos, cliffhangers forçados e diálogos artificiais, reforça a sensação de vazio criativo. O resultado são livros que vendem milhões, mas deixam a impressão de que o sucesso de público nem sempre anda de mãos dadas com profundidade artística.
1. Verity – Colleen Hoover
Colleen Hoover se tornou um fenômeno global, mas sua escrita continua alvo de críticas pesadas. Verity mistura suspense e romance em uma trama que tenta ser perturbadora, mas acaba caindo em reviravoltas melodramáticas e pouco convincentes. Os personagens parecem saídos de uma novela mexicana, com motivações frágeis e diálogos artificiais. Hoover é acusada de transformar traumas em entretenimento barato, embalando frases de efeito que soam como posts motivacionais de Instagram. O resultado é um livro que prende pela curiosidade, mas decepciona pela superficialidade.
2. After – Anna Todd
Nascido de fanfics, After virou best-seller mundial e conquistou uma legião de fãs adolescentes. No entanto, o romance entre Tessa e Hardin é uma repetição interminável de brigas, reconciliações e clichês românticos. A narrativa tenta soar intensa e apaixonada, mas acaba se tornando previsível e cansativa, sem oferecer evolução real dos personagens. O drama adolescente é esticado até a exaustão, com diálogos que parecem escritos para agradar algoritmos de redes sociais. É um exemplo claro de como o hype pode transformar uma história rasa em fenômeno editorial.
3. Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James
O fenômeno erótico que conquistou milhões de leitores é também alvo de críticas pela escrita pobre e pela superficialidade do romance entre Anastasia Steele e Christian Grey. A trama mistura fetiche com frases de efeito simplistas, sem profundidade psicológica ou consistência narrativa. O erotismo funciona como chamariz comercial, mas a construção dos personagens é rasa e os diálogos frequentemente beiram o caricatural. Apesar do sucesso estrondoso, o livro é visto como um exemplo de entretenimento descartável, mais preocupado em chocar do que em oferecer literatura de qualidade.
4. O Príncipe Cruel – Holly Black
Popular no gênero fantasia-romance, O Príncipe Cruel exagera nas intrigas adolescentes e nos diálogos artificiais. A relação entre Jude e Cardan, que deveria ser o ponto alto da trama, soa forçada e pouco convincente. A tentativa de criar profundidade emocional resulta em parábolas simplistas, que lembram frases de efeito de autoajuda. Embora o universo criado por Holly Black tenha potencial, a execução narrativa é frágil, com personagens que não evoluem e conflitos que se repetem sem impacto real. O livro se apoia mais no marketing do que na consistência literária.
5. O Segredo Final – Dan Brown
Dan Brown continua explorando fórmulas gastas de mistério religioso e conspirações globais, agora com uma pitada de romance previsível. O Segredo Final apresenta personagens caricatos e diálogos que soam como slogans espirituais, tentando soar profundos sem entregar substância. A narrativa segue o mesmo padrão de seus sucessos anteriores, mas sem a energia que os tornava minimamente envolventes. As revelações parecem retiradas de threads de Twitter sobre “mistérios do universo”, deixando o leitor com a sensação de déjà vu. É mais um exemplo de como repetir fórmulas pode desgastar até os maiores best-sellers.
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