Não sei ao certo quando topei pela primeira vez com o conceito de flecha envenenada. Talvez tenha sido ao ler "O Minotauro", de Monteiro Lobato, que relata a primeira viagem da criançada do Sítio do Picapau Amarelo à Grécia Antiga. Lobato conta como o herói Hércules molhou as pontas de suas flechas no sangue da Hidra de Lerna, monstro de muitas cabeças que tinha acabado de derrotar. Dali em diante, nenhum ser vivo que fosse varado pelas setas de Hércules escaparia da morte. (Spoiler: tamanha eficiência na arte de matar acabaria se voltando contra ele mesmo). Desde então, passei a enxergar as flechas envenenadas como uma espécie de magia potentíssima ?mas nem imaginava que ela podia ser muito mais antiga que os heróis sonhados pelos gregos.
Leia mais (01/10/2026 - 07h00)