Na manhã desta terça-feira (27), a região da Baía do Tuiuiú, em Corumbá, continua com fogo ativo e já ultrapassa a fronteira com a Bolívia. No Pantanal do Nabileque, a informação do Corpo de Bombeiros é de que o fogo foi controlado e está sendo monitorado, mas, na segunda-feira (21), foram encontrados uma jiboia e um sapo carbonizados. Na Baía do Tuiuiú, o Corpo de Bombeiros realiza o combate em conjunto com o Prevfogo (Programa de Brigadas Federais de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais). “O foco está sendo monitorado, pois o fogo passou para a área da Bolívia e é um local de difícil acesso”, disse o Corpo de Bombeiros de Corumbá. Segundo dados do Sistema de Gestão de Recursos – Informações sobre Incêndios, da Nasa, a área afetada pelo incêndio pode chegar a 17 km². No Pantanal do Nabileque, o incêndio também segue com focos ativos e está sendo monitorado. A área de influência já alcança cerca de 60 km². Os dois incêndios ocorrem em áreas próximas ao Rio Paraguai e são considerados de difícil acesso. Incêndios – Em 2024, o Pantanal enfrentou a pior temporada de incêndios, quando mais de 2,3 milhões de hectares foram consumidos pelas chamas. No ano passado, Mato Grosso do Sul registrou queda de 91% na área atingida por incêndios florestais. Conforme o balanço da Operação Pantanal e dados do Programa Queimadas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), até 31 de dezembro foram contabilizados 1.844 focos de calor em todo o Estado. No primeiro ano da série histórica, em 1998, houve 2.111 ocorrências. O ano de 2026 já começou com alerta para pouca chuva no Pantanal, de acordo com o pesquisador da Embrapa Pantanal, Carlos Roberto Padovani. Com isso, as primeiras interpretações indicam um ano de seca acentuada e maior suscetibilidade ao fogo. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .