A Defesa Civil Municipal ainda não concluiu um levantamento comparativo, mas já confirma que o maior índice de chuva em janeiro deste ano, em Campo Grande, acompanhou o aumento no número de chamados recebidos pela central 199, número para o qual a população pode ligar quando está diante de desastres naturais e outras situações de risco à vida ou a patrimônios, como casas e carros. O coordenador do órgão na Capital, Enéas José de Carvalho Netto, afirma que foram 195 os atendimentos realizados entre 1º de janeiro e 3 de fevereiro. Entre eles, 95 levaram equipes a campo. As outras 100 foram dúvidas, em sua maioria, e não exigiram o deslocamento. "Acontece, por exemplo, da pessoa ligar para saber a previsão do tempo porque precisa sair de casa naquele dia, e quer se antecipar para não correr nenhum risco", cita o representante. Nesses três últimos dias de chuvas intensas em Campo Grande, que já somaram 174,2 mm, segundo o Cemtec (Centro Estadual de Monitoramento do Tempo e do Clima), pedidos para remover árvores caídas que estavam bloqueando ruas foram os mais comuns. O último atendimento finalizado até então, inclusive, tinha essa demanda e ocorreu por volta das 19h de ontem (3), na Rua José Barbosa Rodrigues. Mais frequentes - A maior parte dos 95 atendimentos presenciais feitos pelas equipes da Defesa Civil Municipal este ano estiveram relacionados a pontos de alagamentos e, de novo, à queda de árvores. No caso dos alagamentos, a Defesa Civil atua orientando motoristas e motociclistas a não ultrapassarem uma área de risco e preferirem rotas alternativas. Um exemplo foi o trabalho realizado ontem, na Rua Catiguá, que liga os Bairros Jardim Colorado e Jardim Colibri, quando um córrego transbordou. Mas ainda que a equipe esteja disponível a ir até os locais, falta conscientização. Enéas acredita que as pessoas estão entendendo mais sobre o papel do órgão, só precisam confiar mais no trabalho e nas orientações. "Infelizmente, ontem houve uma situação assim. Mesmo a gente solicitando que a população não transitasse na Rua Catiguá, teve quem ultrapassou. Se nós estamos lá é porque temos a finalidade de proteger a vida humana", fala. Quando há quedas de árvores, a Defesa atua junto a outros órgãos públicos e à concessionária de energia para fazer a remoção segura. O pedido desse serviço também pode ser feito diretamente pela central 199. Janeiro chuvoso - Campo Grande registrou 151,4 mm de chuva em janeiro deste ano, segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), um aumento de aproximadamente 100 mm em relação aos 50,8 mm registrados em janeiro de 2025.. Quando e como acionar - A Defesa Civil pode ser acionada para atender qualquer ocorrência relacionada a desastres naturais e situação de risco. Quedas de árvores, alagamentos, destelhamento de residências e perigo de desabamento são alguns exemplos. Para acionar, é preciso ligar para 199 e descrever a ocorrência, se identificar e passar o endereço. O número fica disponível nas 24 horas do dia, todos os dias da semana.