Debutei para os confetes e serpentinas antes de fazer um ano. Minha mãe, encantada com a sua primeira filha, resolveu fantasiá-la com o que havia de mais mulher: um collant justo, cor da pele, com uma folha de parreira de lantejoulas pregada sobre o ventre. Eu era um bebê narigudo, gorducho e careca; estava mais para Buda do que para Eva. Adão não morderia por mim uma maçã, mas, naquele dia, minha mãe coruja foi ao paraíso.
Leia mais (02/15/2026 - 07h00)