Presidente da ABIH-GO culpa plataformas digitais por diárias de até R$ 143 mil e nega preços “exorbitantes” na hotelaria formal
Em entrevista ao Jornal Opção, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Goiás (ABIH-GO), Charleston Calasans Pimentel, afirmou que a rede hoteleira formal não pratica valores considerados “exorbitantes” para o período do MotoGP e atribuiu a divulgação de cifras como R$ 30 mil ou até R$ 143 mil por diária a anúncios em plataformas de aluguel por temporada.
“Inclusive eu reuni com o César Moura [Secretário da Retomada], até para ele entender o que a gente está fazendo, porque alguns veículos de comunicação estão divulgando que a hotelaria está cobrando R$ 143 mil a diária, R$ 30 mil. Isso é aquele pessoal que aluga apartamento informalmente. O Airbnb é informalmente, que não tem CNPJ, que não tem registro”, declarou.
Segundo ele, as tarifas da rede associada já foram definidas e negociadas previamente com a organização do evento. “Nossa tarifa já está concluída, inclusive foi negociada com o MotoGP. Nossa tarifa está dentro da negociação entre o MotoGP e os hotéis. Todos hoje têm vaga, os hotéis não estão lotados. Se você ligar hoje, todos têm vaga”, afirmou.
Calasans também criticou o que classificou como falta de fiscalização sobre plataformas digitais. “Não pode autorizar o pessoal da plataforma vir trabalhar sem pagar imposto, sem ter folha de pagamento, sem ter uma estrutura para atender”, disse.
De acordo com o presidente da entidade, a ocupação média da rede hoteleira para o período do Grande Prêmio está em torno de 85%. “A hotelaria não tem nada exorbitante, está em conjunto com o Governo do Estado de Goiás, junto com o MotoGP. Inclusive temos vaga. O pessoal está divulgando que a hotelaria estava lotada e vendendo apartamento de R$ 143 mil, isso não existe”, completou.
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