Rua que costuma escoar a água da chuva na Vila Romana tem acumulado registros de ônibus atolados. O caso mais recente ocorreu na segunda-feira (23), após as precipitações que atingiram Campo Grande. Para evitar novos transtornos, nesta quarta-feira (25), a linha 413 (Centro–Núcleo Industrial) mudou o trajeto, segundo moradores ouvidos pela reportagem. Moradora da região há cerca de dez anos, Daniela Regina Oliveira, de 41 anos, contou que, quando chove, a rua vira “um pesadelo”. Este foi o segundo caso registrado em fevereiro e foram necessários dois guinchos para retirar o ônibus do lamaçal onde ficou atolado, na Rua Otávio Augusto, quase esquina com a Rua Cláudio Augusto. Daniela relata que, quando o motorista começou a passar pela via, os moradores tentaram avisá-lo de que ele não conseguiria chegar ao fim da rua. “Ele não conseguia nem voltar de ré. Quando insistiu em continuar, acabou ficando atolado”, detalhou. Segundo ela, a situação ocorre desde que se mudou para a Vila Romana, em 2015. “Quem entra na rua não sai. É difícil arriscar, chega a ser um pesadelo. Só se arrisca quem mora bem em frente ao trecho que atola”, afirmou. Além de prejudicar os moradores da região, que precisam usar sacolas nos pés para conseguir sair do bairro, a situação faz com que motoristas de aplicativo sequer se arrisquem a passar pelo local. Ela ainda explicou que, apesar de o ônibus ter atolado na segunda-feira, na terça a rota foi cumprida normalmente. Já nesta quarta, nenhum coletivo passou pelo local. A moradora relata que o problema piorou após as obras de asfalto na região. “Desde que o ônibus atolou, não passou nenhuma patrola nem foi feito cascalhamento”, disse.