A legislação brasileira não estipula uma idade máxima para dirigir. No entanto, torna-se mais rigorosa com o avançar da idade. Exige renovações da CNH de três em três anos e exames presenciais físicos e mentais mais rigorosos que para tem menos de 70. Sinônimo de independência e autonomia. Dirigir é sinônimo de independência e autonomia. Todavia, o passar do tempo deixa suas marcas nos condutores. Há mudanças em nossa cognição e no físico. Podem ser um fator de risco ao volante: tanto para o condutor como para os demais usuários das ruas. O estudo europeu. Há um recente estudo europeu conduzido pela respeitável Fundação Mapfre sobre o tempo de parada para idosos. Entrevistaram idosos que deixaram de conduzir nos últimos cinco anos e seus familiares. O principal motivo para abandonar a direção de um automóvel foi alguma perda da cognição. O diagnóstico dos sintomas dessa perda são complicados, difíceis. A idade media: 75,5 anos. A principal conclusão do estudo é que os condutores abandonam a direção do carro entre os 76 e 80 anos. A idade média bateu em 75,5 anos. Apareceu uma cifra um pouco mais elevada para os homens e inferior em mulheres. A deterioração cognitiva está presente em 61% dos casos de abandono da direção. Em torno de 45% desses casos, o abandono da direção ocorreu porque alguém de seu entorno o sugeriu ou forçou. Nem sempre conseguimos ver as dificuldades ao volante. Um ano depois…. Na bateria das causas do abandono da direção figuraram: 41% para condições médicas, 36% para problemas de memória, 32% para dificuldades gerais, 23% para diagnostico de demência. Todavia, entre a persuasão de parar de dirigir e o ato propriamente dito, os idosos levam um ano para efetivamente parar. As coisas mudam quando a família responde. As coisas mudam muito quando perguntam à família. Nada menos de 74% explica que, quando deixam de conduzir de maneira involuntária, é devido a problemas cognitivos (61%). Más condições físicas aparece com 35%. Diagnóstico de demência ficou com 17%. Mas há um dado um tanto surpreendente: quatro de cada dez ex-condutores de automóveis reconheceram que seu funcionamento cognitivo teve uma sensível melhora.