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O que está por trás do movimento do PL em Goiás e no país

A consolidação da pré-candidatura de Wilder Morais ao governo de Goiás pelo Partido Liberal, que extinguiu em definitivo o acordo entre a legenda bolsonarista e o projeto de Daniel Vilela — pré-candidato do MDB a governador de Goiás —, não foi exatamente uma surpresa, nem para governistas nem para integrantes do PL.

O diálogo para a composição, noticiado em primeira mão pelo Jornal Opção, teve início em 2025 e foi sendo construído ao longo do ano. Inicialmente repudiada pelo deputado federal e presidente do PL em Goiânia, Gustavo Gayer, a aliança passou a ter o parlamentar como um dos principais interessados e articuladores.

Isso porque o acordo abarcaria o nome dele na chapa caiadista ao Senado, ao lado de Gracinha Caiado, em troca do apoio do PL à candidatura de Daniel Vilela ao Palácio das Esmeraldas. As tratativas, no entanto, esbarravam em uma “pedra no caminho” chamada Wilder Morais. O senador, que preside o PL em Goiás, já se posicionava como interessado em disputar o governo estadual e, em novembro do ano passado, confirmou oficialmente que era pré-candidato pelo partido.

Indo contra boa parte da legenda, que apostava na aliança com Daniel Vilela, Wilder passou a fazer “trabalho de formiguinha” na tentativa de convencer outras lideranças do PL de que seu nome era viável para a disputa, mesmo aparecendo em terceiro e, por vezes, em quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto divulgadas até hoje.

Nos bastidores, a leitura predominante era uma só: o acordo entre Daniel e o PL estava praticamente fechado, e a chance de Wilder contornar a situação e emplacar seu projeto era pequena. Primeiro porque, como mostram as pesquisas, seu nome não empolga o eleitorado. Segundo porque já estava claro, por parte da cúpula nacional do PL, que o interesse do partido é eleger senadores, e não governadores. Com Gayer na chapa caiadista, a sigla poderia ter uma condução mais tranquila do parlamentar ao Senado.

Contudo, Wilder manteve sua posição e insistiu em seu projeto. No último dia 14 de fevereiro, ao visitar Jair Bolsonaro na prisão, saiu de lá com um anúncio que abalou as articulações construídas tanto pela base governista quanto pela ala de apoio a Gayer no PL: declarou que havia recebido o aval do ex-presidente para seguir como o nome do partido em Goiás na disputa ao governo do Estado.

O PL se dividiu entre aqueles que afirmavam ter ouvido versão diferente, segundo a qual Bolsonaro teria desencorajado Wilder, mas deixado a decisão para Valdemar Costa Neto, e aqueles que comemoraram a consolidação do nome do senador. A resposta final veio na última quarta-feira, 25, quando, em ato em Brasília, Valdemar selou o apoio do PL a Wilder. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro confirmou a Ronaldo Caiado, em reunião entre os políticos, que o acordo previamente firmado não poderia mais ser mantido.

A estratégia adotada pelo PL em Goiás, ao trocar uma aliança considerada segura pelo que muitos classificam como “aventura”, no caso a candidatura própria encabeçada por Wilder Morais, integra um projeto mais amplo, com raízes no objetivo do partido de chegar ao pleito em posição favorável tanto para o projeto de Flávio Bolsonaro quanto para o fortalecimento no Legislativo.

A orientação da cúpula bolsonarista foi apresentada em três partes, não hierárquicas, mas coexistentes em um objetivo comum. A primeira é a prioridade do PL: eleger o maior número possível de representantes no Congresso Nacional. Já com uma bancada robusta na Câmara e no Senado, a expectativa da legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro é alcançar até 115 deputados federais e 20 senadores.

A segunda é marcar presença relevante no pleito eleitoral, com candidato próprio ao governo em todos os estados. A estimativa atual, ainda provisória, é de 11 pré-candidaturas a governos estaduais, número que tende a crescer. Entre as pré-candidaturas de destaque estão Douglas Ruas, no Rio de Janeiro; Jorginho Melo, em Santa Catarina; Wellington Fagundes, em Mato Grosso; e Wilder Morais, em Goiás.

Todos esses estados têm pré-candidaturas fortes ao governo por partidos de grande expressividade. No Rio de Janeiro, são cotados Doutor Luizinho, do PP, e Eduardo Paes, do PSD. No Mato Grosso, podem concorrer contra Fagundes Jayme Campos, do União Brasil, e Natasha Slhessarenko, do PSD, pré-candidata apoiada por Lula. Em Goiás, Wilder deve disputar com Daniel Vilela, do MDB, pré-candidato apoiado por Ronaldo Caiado.

Em Goiás, especificamente, Daniel Vilela aparece liderando a maioria das pesquisas de intenção de voto. Wilder, por sua vez, surge de forma mais discreta. Em alguns levantamentos, chega a figurar em quarto lugar, atrás de Adriana Accorsi, que sequer é pré-candidata ao governo. Abaixo de Daniel aparece o ex-governador Marconi Perillo, também pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas.

O que leva, então, o PL a assumir riscos em estados onde a probabilidade de derrota na corrida ao governo é elevada? E o que leva Wilder a, mesmo diante das estatísticas, avançar com seu projeto? A resposta pode estar no desenho do objetivo final do partido, relacionado à terceira parte da orientação da cúpula.

Pelas movimentações voltadas a um propósito de maior presença e influência nos diferentes Poderes, o PL sinaliza ter optado por bancar candidaturas majoritárias como forma de pressionar grandes partidos a reavaliar seus projetos nacionais em troca de arranjos mais favoráveis nos estados. A estratégia seria tentar aglutinar os apoios de siglas como PSD, MDB, PP e União Brasil, algumas com pré-candidatos próprios à Presidência, outras ainda sem definição sobre o posicionamento na disputa ao Planalto.

Com isso, as maiores forças partidárias poderiam se unir em torno do projeto de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. O senador teria se animado com pesquisas recentes, como a da AtlasIntel/Bloomberg divulgada na quarta-feira, 25, que apontou cenário apertado em um eventual segundo turno ao Planalto, com piora no desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e melhora nos índices do filho “01” de Bolsonaro.

A leitura de Flávio e de seu entorno é que, amparado pelo palanque de grandes siglas como MDB, que mantém cargos no governo Lula, e PSD, que tem três pré-candidatos à Presidência, ele poderia derrotar Lula na eleição presidencial, inclusive em primeiro turno.

Nos bastidores, comenta-se que o senador teria proposto a Ronaldo Caiado, um dos pré-candidatos do PSD, que abrisse mão de seu projeto presidencial para apoiá-lo. Em contrapartida, o PL caminharia com ele e Daniel Vilela em Goiás. O governador teria recusado, reafirmando sua intenção de disputar o Planalto e de trabalhar para ser o nome escolhido pela sigla de Gilberto Kassab. Diante das movimentações do PL e das intenções de Flávio, amparadas nas três frentes da estratégia partidária, não seria surpreendente que Wilder desistisse de sua pré-candidatura caso Caiado alterasse seus planos em relação à disputa presidencial.

Flávio e cia dão a entender, portanto, que a pré-candidatura de Wilder em Goiás soa menos como projeto estadual e mais como engrenagem de um grande plano nacional. O PL aceita o risco de derrota local, desde que, com isso, amplie o poder de pressão e negociação de apoios ao Planalto. Se a articulação prosperar, consolida-se o projeto nacional. Mas se falhar, resta reembalar o movimento como coerência ideológica.

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