Após a repercussão nacional da morte do cão comunitário chamado Orelha, na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis (SC), o governo federal anunciou decreto endurecendo as penas por maus-tratos a animais. A multa, que hoje varia de R$ 300 a R$ 3 mil, poderá chegar a R$ 1 milhão, dependendo dos agravantes. O decreto ainda não foi publicado no DOU (Diário Oficial da União), mas, conforme apuração da TV Globo em Brasília (DF), caso ocorra a morte do animal ou ele fique com sequelas permanentes, a pena será maior. Quando o crime for cometido de forma cruel ou envolvendo espécies ameaçadas de extinção, a multa poderá ultrapassar o valor máximo de R$ 50 mil e ser multiplicada em até 20 vezes. O abandono do animal, reincidência do infrator, recrutamento de crianças ou adolescentes para os crimes ou a divulgação dos maus-tratos em redes sociais são fatores que podem pesar no cálculo das multas. O cão Orelha morava há pelo menos 10 anos na Praia Brava e recebia cuidados dos moradores da região. Ele foi morto no dia 4 de janeiro, segundo investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, por grupo de adolescentes que tentaram afoga-lo e depois o agrediram. A crueldade dos jovens chamou a atenção e espalhou protestos pelo País. Em Campo Grande, foram pelo menos dois atos, no dia 1º e no dia 2 de fevereiro. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .