Mabel atribui superávit de Goiânia a ajuste fiscal, corte de gastos e reorganização da máquina pública
Após apresentar à Câmara Municipal os dados da prestação de contas de 2025, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), atribuiu o superávit de R$ 583,2 milhões a um processo de ajuste administrativo, contenção de despesas e reforço da arrecadação. Segundo ele, o resultado foi construído com “muito trabalho”, revisão de pagamentos, controle de gastos e cobrança por maior produtividade da estrutura pública.
O balanço fiscal do município mostra receita total de R$ 10,03 bilhões no ano e crescimento expressivo dos investimentos, ao mesmo tempo em que as despesas totais recuaram em termos reais.
Na entrevista coletiva concedida após a apresentação dos dados, Mabel afirmou que o resultado positivo das contas públicas não foi casual, mas consequência direta de medidas de gestão adotadas desde o início da administração. Segundo o prefeito, o município elevou a arrecadação e, paralelamente, passou a controlar despesas que, em sua avaliação, não deveriam continuar sendo pagas.
Na prática, a fala do prefeito procura dar um conteúdo político ao desempenho fiscal revelado na prestação de contas. O documento mostra que Goiânia encerrou 2025 com receita total de R$ 10,03 bilhões, alta nominal de 9,64% sobre 2024, enquanto a despesa total empenhada caiu 0,95% no mesmo período. Em termos reais, descontada a inflação de 4,26%, a receita cresceu 5,16% e a despesa caiu 5%.
Mabel afirmou que uma das chaves do ajuste foi a contenção de despesas com pessoal e o reforço da disciplina administrativa. Ao comentar a redução de gastos, o prefeito disse que houve queda na folha e mencionou controle mais rígido sobre afastamentos e atestados médicos. Segundo ele, em cinco meses a prefeitura reduziu em R$ 32 milhões despesas com atestados que, segundo sua avaliação, não precisariam ter sido concedidos.
Reformas administrativas e Comurg para a 2ª etapa da gestão
Outro ponto relevante da entrevista foi a indicação de que o ajuste fiscal não se encerra com o resultado de 2025. Mabel afirmou que prepara novos anúncios envolvendo a Companhia de Urbanização de Goiânia, a Comurg, e falou em mudanças estruturais também na previdência municipal e no modelo de gestão do IMAS.
No caso da Comurg, o prefeito afirmou que a prefeitura promoveu uma “boa endireitada” na empresa e indicou que pretende buscar um parceiro ou sócio para reestruturar o funcionamento da companhia, diante do tamanho da dívida e das dificuldades históricas de gestão. Já em relação à previdência, disse que medidas estão sendo estudadas para fortalecer a sustentabilidade do sistema e garantir arrecadação permanente para o fundo.
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