Nasceu há 50 anos a ditadura argentina, a que mais matou na América do Sul e a que mais condenados veio a ter
A 24 de março de 1976, um golpe na Argentina criou o regime mais sanguinário da região, com requintes de perversidades únicas, como desaparecimento de pessoas, voos da morte e roubo de bebés. A reação da sociedade civil também foi a mais veemente, com uma rede de organismos de direitos humanos. Passado meio século, o governo de Javier Milei bloqueia o acesso aos arquivos, desmantela políticas públicas que permitem justiça e promove uma reinterpretação dos factos, mas há quem resista ao apagar da memória