“Sentei e chorei.” Foi assim que a doméstica Vanessa de Oliveira, de 33 anos, reagiu ao encontrar a casa completamente alagada durante a forte chuva na tarde de quarta-feira (25), em Campo Grande. Ela mora na Rua Porangaba, no Jardim Centro Oeste, junto com os dois filhos pequenos, de 6 e 2 anos, e está grávida de 6 meses. “Eu entrei em desespero, porque como eu ia fazer sozinha? Só sentei e chorei”, relembrou. Mãe solo, Vanessa descreve o sentimento de impotência diante da situação. “Eu já sou sozinha com duas crianças. É difícil ver e ter a sensação de não poder fazer nada. A gente se sente incapaz na hora”, lamentou. Ontem mesmo foi dia de arrumar toda a bagunça e ver o que perdeu. “Perdi colchão, cama, armário, cômoda, guarda-roupas. A geladeira e o fogão não estragaram, mas acabam enferrujando. Eu já não tenho muita coisa, e o que tinha destruiu tudo. Foi tudo muito rápido, começou a chover, quando eu vim em casa já estava toda alagada”, contou. No vídeo, ela mostrou os materiais escolares dos filhos amontoados e que foram perdidos. Vanessa contou com a solidariedade de vizinhos para conseguir um novo colchão e cobertor para dormir. “Teve a vizinha que arrumou o colchão para eu dormir com as crianças.” Morando há 5 anos na região, ela afirma que nunca tinha presenciado algo semelhante dentro da própria casa. O imóvel é simples, um único cômodo com banheiro. Outra casa também ficou alagada no mesmo bairro, na Avenida Marajoara. Além disso, o volume de chuva registrado nas últimas 24 horas provocou alagamentos e prejuízos em diversos pontos de Campo Grande, como na Avenida Filinto Muller, no Lago do Amor. Conforme dados divulgados na manhã desta quinta-feira (26) pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), o acumulado de chuva na Capital chegou a 76,8 milímetros. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .