O projeto de lei de reajuste geral anual dos servidores públicos passou na manhã desta quinta-feira por segunda votação e será encaminhado para o governador Eduardo Riedel (PP) para sanção. Ele prevê a aplicação da inflação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE, de 3,81% nos salários a partir de abril, com pagamento na folha de maio. Cerca de 86 mil servidores devem ser beneficiados pela correção, que se estende aos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e instituições com autonomia financeira, caso do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e Defensoria Pública. No painel de votação da Assembleia Legislativa constavam 22 parlamentares na sessão, mas o resultado apresentou 16 votos favoráveis e 4 contrários. Ontem, João Henrique Catan (Novo), Zeca do PT e Gleice Jane (PT) tinham votado contra. Hoje, o também petista Pedro Kemp votou contra. Ele disse que na primeira votação tinha analisado a regularidade do projeto e hoje votava no mérito do texto. O relatório de impacto do reajuste nas receitas do Estado aponta que em 2026 será de R$ 353.518.386,47, subindo a R$ 473.520.938,54 em 2027 e em 2028 deve impactar em R$ 490.188.875,58. Alguns servidores foram à Assembleia acompanhar a votação. O presidente da Casa, Gerson Claro (PP), pontuou que era preciso separar a correção dos salários aplicando o percentual da inflação, que é feita nesse momento de data-base, de discussão de reajuste com ganho real. O texto chegou à Assembleia no começo da semana e passou ontem por primeira votação, após acordo de lideranças que assegurou tramitação acelerada.