Podemos não querer morrer vítimas do lixo?
Conheci a palavra lixo muito antes de aprender a ler. O cheiro de chorume subia tão alto em dias de chuva que era impossível respirar. Era o odor do lixão que existiu por 28 anos em Perus, meu bairro, na região noroeste da capital paulista.
Durante todo esse tempo, toneladas e toneladas de lixo de toda a cidade vinham morar debaixo de nossos narizes. "Perus, o grande lixão da cidade mais rica do Brasil." Com muita luta, meus vizinhos fecharam o aterro. É algo histórico, já narrado por esta Folha. Читать дальше...