Barão von Ungern, o nobre que conquistou a Mongólia
Tão corajoso que beirava a loucura
A família nobre de Ungern-Sternberg, apesar de etnicamente alemã, serviu na Rússia desde os anos 1870. Roman Ungern, o caçula, estava convencido de que não havia saída para a Rússia, senão se manter sob o comando tsarista dos Romanov.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Ungern lutou com os russos contra a Áustria e a Turquia. Ele foi ferido cinco vezes e recebeu a Cruz de São Jorge, símbolo do heroísmo militar.
Um zen-budista (e sua espada)
Ele tinha interesse especial pelo budismo tibetano e pelas vidas dos mongóis, dos buriats e outros povos asiáticos vivendo na Rússia e nos seus arredores.
Ungern se converteu ao budismo, mas não abraçou os princípios de não violência. Após Lênin e os bolcheviques tomarem o poder em 1917, Ungern declarou lealdade aos Romanov. Ele lutou na Sibéria, junto a outros comandantes do Exército Branco, contra os vermelhos durante a Guerra Civil Russa.
Naquele tempo, a Mongólia estava ocupada pelo exército chinês, e o regente espiritual da Mongólia, Bogd Cã, vivia em prisão domiciliar na capital, Urga (hoje, Ulaanbaatar).
O último cã russoUm casal na Mongólia dos anos 1920 vestindo roupas tradicionais. Foto: Arquivo