Em muitas espécies de peixes, a temperatura da água determina se o filhote nascerá macho ou fêmea -um mecanismo biológico que, diante do aquecimento global, ameaça extinguir populações inteiras pela escassez de fêmeas. No entanto, um estudo internacional realizado na Espanha, na França e no Brasil descobriu que esse conhecido efeito de masculinização pode ser compensado ao longo das gerações. Em um experimento de dez anos com mais de 3.000 indivíduos de robalo-europeu (
Dicentrarchus labrax), os cientistas observaram que a maioria de machos nascidos nas primeiras gerações sob calor intenso foi surpreendentemente revertida pelo nascimento de mais fêmeas na terceira geração.
Leia mais (06/14/2026 - 12h00)