Os 5 filmes mais polêmicos da Rússia
1. Matilda (Aleksêi Utchítel, 2017)
Fonte: YouTube/KinoGuru All Trailers
O curioso é que ninguém viu efetivamente o filme: a estreia oficial ocorrerá em 6 de outubro deste ano no Teatro Marínski, em São Petersburgo. As conclusões precipitadas sobre seu teor vieram, inicialmente, da sinopse, depois, do trailer, onde uma cena impressionante dos cômodos imperiais rendeu a “Matilda” comparações com “Emmanuele”.
Já os críticos falam das boas bilheterias que ele deve render – justamente devido à polêmica.
Um província cinza nos rincões da Rússia, um prefeito corrupto, um padre avarento, uma paisagem grandiosa e rios de vodca: o drama social de Andrêi Zviaguintsev sobre as relações com o Estado e a grande batalha do “pequeno homem” russo contra o sistema também angariou tantos prêmios internacionais quanto injúrias na pátria.
“Leviatã” era assunto de discussões em toda cozinha, sobretudo de russos ofendidos com a quantidade de álcool. “A gente não bebe tanto assim”, escrevia-se em profusão na internet enquanto se afirmava que o diretor estava fora da realidade russa.
3. O Dia de Yuri (Kiríll Serebrennikov, 2008)
Fonte: YouTube/MappealTv
O filme sobre a vida em uma cidade sem graça russa acabou sendo um dos mais polêmicos e contraditórios do afamado diretor, mas, dessa vez, levou quatro prêmios no festival de Locarno.
4. Cargo 200 (Aleksêi Balabanov, 2007)
Fonte: YouTube/MVDEntertainmentGrp
No final da era Brejnev, em 1984, um policial psicopata estupra e rapta a filha de um comunista de renome, coloca um cadáver na cama, sobre ele voam moscas, a TV transforma o povo em zumbis, e uma guerra no Afeganistão está a todo vapor.
O filme foi exibido no Festival de Veneza (fora da competição) e foi premiado em Roterdã. Na Rússia, alguns dos atores corriqueiros nos filmes de Balabanov se recusaram a participar imediatamente das filmagens.
5. Síndrome astênica (Kira Muratova, 1989)
Fonte: YouTube/simona de pascalis
Para driblar a censura, alguma coisa ficou escondida nas prateleiras, outra foi mutilada pelos editores, mas a própria Muratova continuava em desfavor na terra natal.
A Perestroika de Gorbatchov conseguiu digerir o filme sobre velhas ideologias absurdas e a singularidade do novo, mas resignou-se quanto à fala de baixo calão da protagonista por muito tempo. Assim, inicialmente ele era mostrado legalmente apenas no “clubes de filmes”. Depois, Muratova venceu e o diálogo no metrô se manteve.

